quarta-feira, 1 de agosto de 2018

CELEBRAÇÃO VOCACIONAL


AGOSTO – MÊS VOCACIONAL
Essa celebração foi feita para ser celebrada com os catequizandos e catequizandas, mas pode ser utilizada por outras pastorais ou movimentos ou por quem quer rezar pelas vocações.
AMBIENTAÇÃO: no espaço onde vai ser feita a celebração dispor as cadeiras de forma oval, no meio uma mesa com toalha e um vaso de flores, onde vai ser colocado os símbolos de cada vocação.
ORAÇÃO INICIAL
Dirigente: No mês de agosto comemora-se as vocações, esse momento da Igreja nos faz refletir a importância da vocação, nos levando a descobrir nosso papel e nosso compromisso com a Igreja e a sociedade. A partir do momento em que tomamos consciência, ela precisa nos levar à ação, vivenciando no dia-a-dia o chamado que o Pai nos faz.
Leitor 1: É um pedido de Jesus que rezemos pelas vocações, pois “A messe é grande, mas os operários são poucos”. Roguemos pelas vocações sacerdotais, consagradas. E rezemos também, de modo especial, nesse ano do Laicato, pelos leigos e leigas de nossa diocese. Queremos lembrar carinhosamente, nesse momento, de todos os catequistas da nossa diocese!
Dirigente: Que cada um de nós proclame o nome de Jesus Cristo ao mundo, fazendo com que Deus seja amado e glorificado. Fiquemos em pé e façamos o sinal do cristão:
Todos: Em nome do Pai...
Dirigente: Rezemos a oração que o Senhor nos ensinou, na intenção do Papa Francisco e dos Bispos.
Todos: Pai Nosso...

1ª Ave Maria: Pela Vocação Sacerdotal
Leitor 2: Então Jesus se aproximou e disse aos apóstolos: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, pois, fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a observar tudo quanto vos mandei. Eis que estou convosco, todos os dias, até o fim do mundo”. (Mt 28, 18-20)
Dirigente: Rezemos pelos padres.
Todos: Ave Maria...
2ª Ave Maria: Reflexão sobre a Vocação Sacerdotal (Entra a estola)
Leitor 3: O sacerdote age em nome de Cristo e é seu representante dentro daquela comunidade. Ao padre compete a responsabilidade pela espiritualidade de todos. Sua missão é contribuir para a edificação e crescimento da comunidade de forma que ela torne-se cada vez mais atuante e verdadeira na vivência do Evangelho. Ave Maria...

3ª Ave Maria: Pela Vocação Familiar
Leitor 4: O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. (Coríntios 13,4-7).
Dirigente: Rezemos pelas famílias.
Todos: Ave Maria...
4ª Ave Maria: Reflexão sobre a Vocação Familiar (traz as alianças)
Leitor 5: Em tempos de violência e perda de valores, a valorização da família é essencial para a sociedade como um todo. A família é chamada por Deus a ser testemunha do amor e da fraternidade, colaboradora da obra da Criação. O pai e a mãe são os educadores dentro da família, os dois tem a missão de conduzir os filhos nos caminhos de Cristo, fazendo do lar um local de amor, compaixão e harmonia. Ave Maria...
5ª Ave Maria: Pela Vocação Religiosa
Leitor 6: Então Jesus disse aos discípulos: “Se alguém quiser vir após mim. Renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar sua vida, vai perdê-la, mas quem perder a sua vida por amor a mim, há de encontrá-la” (Mt 16,24-25).
Dirigente: Rezemos para todos os religiosos e religiosas.
Todos: Ave Maria...
6ª Ave Maria: Reflexão sobre a Vocação Religiosa (Entra as sandálias)
Leitor 7: Os religiosos e religiosas são homens e mulheres que consagraram suas vidas a Deus e ao próximo. Desta vocação brotam carismas e atuações que enriquecem nossas comunidades com pessoas que buscam viver verdadeiramente seus votos de castidade, obediência e pobreza. São testemunhos vivos do Evangelho. Ave Maria...
7ª Ave Maria: Pela Vocação do Leigo e da Leiga
Leitor 8: “Vós sois o sal da terra, e, se o sal for insípido, com que há de salgar? Para nada mais presta, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas, no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus.” (Mateus 5.13-16).
Dirigente: Rezemos por todos os leigos e leigas.
Todos: Ave Maria...
8ª Ave Maria: Reflexão sobre a Vocação do Leigo e da Leiga (Entra o sal e a luz)
Leitor 9: Os leigos e leigas são pessoas que, entre família e afazeres, dedicam-se aos trabalhos pastorais e também missionários. Os leigos atuam como colaboradores dos padres na catequese, na liturgia, nos ministérios de música, nas obras de caridade e nas diversas pastorais existentes. Ave Maria...
9ª Ave Maria: Pela Vocação do Catequista
Leitor 10: Jesus lhes disse: “As raposas tem tocas e os pássaros têm ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça” (Lc 9,58). “Quem põe a mão no arado e olha para trás não é digno de mim” (Lc 9,62).
Dirigente: Rezemos pelos catequistas.
Todos: Ave Maria...
10ª Ave Maria: Reflexão sobre a Vocação do Catequista (Entra a Bíblia e o livro de catequese)
Leitor 11: Jesus chama os catequistas a se entregarem radicalmente ao serviço do Reino. É preciso que estejamos atentos. É um chamado exigente, inquietante; exige procurar constantemente o olhar de Jesus na sua Palavra e no fundo de nossos corações; exige encontrar Nele, a cada dia, o sentido da vida, o desapego aos apelos do mundo e ao próprio eu; exige discernimento e resposta constantemente.
Todos: Maria, que disseste “sim” ao chamado de Deus, rogai por nós e por todos os catequistas de nossa diocese. Rogai para que não olhemos para trás. Que sejamos perseverantes e, inspirados pelo Espírito Santo, respondamos o nosso “sim” de cada dia, a fim de que possamos ser dignos de tão grande dom. Ave Maria...
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo:
Assim como era no princípio, agora e sempre, Amém!

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Amém!








quinta-feira, 31 de maio de 2018

ERA UMA VEZ UMA VILA - HISTÓRIA 5: ERA UMA VEZ... O LOBISOMEM DA VILA


Os lobisomens são criaturas místicas, são personagens de muitas lendas. O lobisomem é um ser meio homem, meio animal, parecido com lobo ou cachorro grande, tem relatos que diz que andam de pé, outros que andam de quatro. Em todos os relatos trata-se de seres agressivos, irracionais e apreciadores da carne humana, sempre atacam ao cair da noite de lua cheia.
A vila também tem uma história de lobisomem, posso dizer que é uma história trágica. Vamos a ela.
A pacata Vila de repente se tornou um caus. Num sábado, após uma missa à noite, todos conversavam animadamente, de repente a conversa foi interrompida por m gritos de uma criança vindo da floresta atrás da igreja. Alguns homens saíram correndo na direção dos gritos, o Romântico da Vila com sua lanterna correu mais ligeiro que os outros e chegou antes até a criança que gritava. Quando chegou seus olhos se arregalaram ao ver um animal devorando a criança, infelizmente a criança já estava morta, os intestinos estavam pra fora e o animal, que no escuro parecia ser um cachorro muito grande, com os olhos vermelhos, comia rosnando para o Romântico não chegar perto.
Enquanto os outros iam chegando e se assustavam com a cena, o Romântico pegou um galho de árvore e começou a bater no animal, que assustado com as batidas e com as luzes das lanternas saiu correndo, alguns homens correram atrás, mas não conseguiram alcançá-lo.
No outro dia pela manhã, no velório da criança todos comentavam o caso. O Jornal da Vila disse:
- Isso é um ataque de um lobisomem, essa desgraça chegou até nossa vila, temos que descobrir quem é que está se transformando em lobisomem.
Todos começarem a falar juntos dizendo que isso era uma loucura, mas que se fosse verdade precisavam eliminar a pessoa que era lobisomem. Um começou olhar para o outro com olhares desconfiados. O Romântico da Vila vendo que todos estavam bastante mexidos com o que a Jornal falou interveio:
- Calma gente, não é lobisomem, isso é lenda, provavelmente é um cachorro grande ou um lobo.
- Cachorro grande? Lobo? Como? Ninguém na vila tem cachorro tão grande e não existe lobo em nossas florestas. É lobisomem sim e temos que caçá-lo – gritou um homem irritado.
De repente uma voz no fundo da sala grita alto:
- É o seu Clarão o lobisomem, eu vi ele rondando o meu galinheiro e todos nós sabemos que lobisomem gosta de comer bosta de galinha.
Ficou um silêncio na sala... Mas vou parar nesse momento para falar sobre o seu Clarão.
O seu Clarão era um senhor de uns 50 anos, neto de escravos, homem forte, trabalhador, estava sempre pronto para qualquer serviço: carpir, limpar jardim, limpar patente (casinha onde as pessoas faziam as necessidades), cortar lenha. Ninguém sabia de onde ele veio, morava num casebre perto do rio sozinho, não tinha família, gostava muito de brincar com as crianças e as crianças gostavam dele, principalmente das histórias que ele contava do tempo da escravidão no Brasil, histórias contadas pelo seus pais e seus avôs.
Voltando ao velório. Ainda estavam discutindo sobre o assunto, alguns queriam ir até o casebre de seu Clarão, mas o Romântico da Vila convenceu eles a pensarem melhor no assunto. A criança foi enterrada e todos foram para a casa pensando no assunto e assustado com o que poderia acontecer à noite, pois era somente a segunda noite de lua cheia.
Na segunda noite de lua cheia ninguém saiu de casa, os moradores da vila estavam com muito medo. As ruas estavam desertas, as luzes das casas apagadas, todos foram dormir cedo. Houve muito barulho durante a noite: era bezerro nas chácaras berrando, muitos latidos dos cachorros, muitos cocoricós das galinhas e galos nos galinheiros.
Mas duas pessoas resolveram sair de casa: o Safadinho da Vila e o seu Clarão. O Safadinho marcou um encontro com a menina mais bonita da vila na esquina da casa dela, mas ela não veio, pois estava com medo de sair.
Safadinho chegou no horário marcado, ele ouviu um barulho, perguntou:
- Amor é você?
Não obteve resposta, somente ouviu um rosnado, tipo de um cachorro, depois ouviu um uivo bem alto, como se tivesse um lobo bem ali do lado dele. Após o uivo ele sentiu uma patada no rosto e com impacto no chão desmaiou.
Quando se acordou estava num casebre, olhou para todo lado, estava sentindo muitas dores pelo corpo e muito cansado, logo adormeceu. Pela manhã acordou e percebeu que estava na casa do seu Clarão. No começo se assustou porque ouviu comentários de que ele era o lobisomem. Seu clarão disse a ele:
- Não precisa ter medo, pois não sou eu o lobisomem, como dizem na vila. Eu te salvei de dois lobos, pode ter certeza eram dois lobos enormes, se eu demorasse mais um pouco você já era. Que loucura é essa de sair a noite de casa?
Safadinho não respondeu, mas fez uma pergunta:
- Porque você saiu de casa à noite?
- Acabou minha pinga e eu fui ver se o armazém estava aberto, como todos estavam com medo dentro de casa o armazém estava fechado, na volta ouvi o uivo do lobo, estava perto, como a lua cheia estava bem forte no céu, eu consegui enxergar um dos lobos te atacar, peguei uma vara e consegui atropelar os dois lobos, mas você levou uma mordida no braço, fiz curativo.
Seu Clarão parou de falar e viu o no rosto de Safadinho o medo e desconfiança do que ele contou. Ele disse a Safadinho:
- Agora você tem que tomar café que eu vou te levar pra casa.
Ao chegar na casa dos pais de Safadinho ele foi atacado pelo pai dele, onde gritava:
- Lobisomem desgraçado, o que você fez com meu filho?
Seu clarão tentava se defender, O Romântico da Vila estava na casa do pai do Safadinho e tirou ele de cima de Seu Clarão, pedindo calma. Com essa atitude, seu clarão conseguiu explicar o que aconteceu, mas o pai estava transtornado e atropelou seu Clarão, dizendo pra ele não chegar perto de sua família. O Romântico disse ao seu Clarão:
- Vá para casa e não saia de lá enquanto resolvemos isso.
À tarde todos se reuniram no pavilhão da Igreja para tentarem resolver a situação. O pai de Safadinho queria que fossem até a casa de seu Clarão para prendê-lo e mata-lo. Romântico dizia que não poderiam fazer isso, mas descobrir o que estava atacando as pessoas e os animais, pois na manhã encontraram muitos animais mortos que serviram de alimento a algum ser faminto.
O pai de Safadinho foi mais incisivo e conseguiu convencer a todos irem até a casa do seu Clarão. Foram até em casa e pegaram vários tipos de armas: facão, enxada, foice, arma de fogo.
Foram até perto do rio e pegaram o seu Clarão, ele pedia misericórdia, pois não tinha feito nada de errado. Muitos gritavam morte ao lobisomem. O seu Clarão só não foi morto ali mesmo porque chegou a tempo o delegado que teve que dar um tiro para o alto, assim todos ficaram quietos e prestaram atenção nele.
- Ninguém vai matar ninguém aqui, vou levá-lo e investigar essa história.
Os homens ficaram brabos com o Romântico, porque foi ele que chamou o delegado. Os homens raivosos foram todos pra frente da subdelegacia pedir para o delegado entregar o lobisomem pra eles.
- Entregue ele pra nós, queremos justiça. – Gritavam com raiva.
Romântico apareceu e disse a eles:
- Tenham calma, se ele for o lobisomem, que eu acho que não é, ele irá se transformar essa noite novamente. Se isso acontecer podem pegar ele fazer o que quiserem.
Com isso eles ficaram calmos e todos foram para casa.
Chegou a noite novamente, a terceira de lua cheia. Todos os moradores foram pra frente da subdelegacia, porque queriam ver a transformação. O delgado trouxe o seu Clarão na frente de todos, mas longe o suficiente pra que nada de mal acontece. A lua cheia brilhava linda, estava no seu auge, grande que dava a noção de que poderíamos tocá-la. Todos estavam atentos, de repente começaram a ouvir uns uivos alto, todos gritaram e se estremeceram de medo, olharam para o seu Clarão, ele continuava no mesmo lugar com a mesma forma humana que sempre teve.
Na frente deles apareceu dois animais enormes, começaram a gritar:
- São dois lobisomens, socorro! - e muitos saíram correndo. Os que ficaram ouviram dois tiros e viram os dois animais caírem. Um gritou bem alto:
- Atacar!
Todos se lançaram em cima dos dois animais com enxadas, foices e facões. Mataram os dois e nem ouviram o grito de duas pessoas que estavam atrás pedindo para eles pararem. Depois que terminaram com a carnificina, houve um grande silêncio e todos esperavam que os dois lobisomens voltassem à forma humana, mas isso não aconteceu, atrás deles dois homens desesperados foram empurrando a todos pedindo licença e se jogaram em cima dos dois animais dizendo:
- Vocês estão loucos? Eram dois lobos que fugiram do trem que estava passando por aqui. Estavam sendo levados para o zoológico.
Todos ficaram espantados e chateados, não pela morte dos dois lobos, mas pelo que eles poderiam ter feito com o seu Clarão.
Seu Clarão foi solto e continuou a viver sua vida do mesmo modo que antes, só que agora tinha muitos amigos que o visitavam para ouvir suas histórias, principalmente as crianças. Mas como toda história tem dois lados, até hoje tem gente que diz que o seu Clarão é lobisomem e ataca toda noite de lua cheia.






sexta-feira, 11 de maio de 2018

ERA UMA VEZ UMA VILA - HISTÓRIA 4 - ERA UMA VEZ O JORNAL DA VILA

ERA UMA VEZ O JORNAL DA VILA
Toda Vila tem um jornal (pra não chamar de fofoqueira, porque é uma palavra um pouco ofensiva, vou chamar essa personagem de jornal da Vila). Esse jornal é uma pessoa que sabe da vida de cada um da Vila, que sabe quem chega, quem sai (pois mora em frente ao ponto de ônibus da Vila). Quando vê um da Vila saindo grita de sua janela, o ponto do jornal:
Compadre já está indo receber o pagamento? Ou:
Fulano já está deixando a mulher com os filhos pra cair na esbórnia. Ou:
Queridinho estava estudando ou estava torrando o dinheiro que seu pai dá pra
você?
Quando vê um forasteiro (assim que ela chamava as pessoas que ela não conhecia) já perguntava:
Está procurando alguém? É algum cobrador? Quem está devendo para você?É
delegado de polícia? Veio prender alguém? O que ele fez? Me conte, me conte…
Não dava tempo nem da pessoa responder. O forasteiro cansava e desistia de responder e ia fazer o que tinha que fazer, deixando o jornal da Vila com suas próprias interpretações. E o jornal da Vila interpretava muito bem (na verdade imaginava muito bem), mas essas imaginações tornavam-se reais e espalhavam-se pela Vila como um rastilho de pólvora.
O povo da Vila dizia que ela tinha parte com o demo. Uma senhora, já no seus 80 anos (se dizia amiga dela), ia além e contava para todos:
Não se meta com o jornal da Vila, pois ela me mostrou um livro de magia, me
disse que recebeu do próprio demo. Com esse livro ela descobriu uma botija de ouro debaixo de uma árvore.
Os netos dessa senhora com idade avançada, mas lúcida para contar história, perguntou a ela:
Vó quem enterrou essa botija?
E a vovó se remexia em sua cadeira de balanço, dava uma baforada em seu cachimbo, soltava a fumaça, olhava para essa fumaça como se as histórias estivessem contidas ali através de imagem, e contava:
Dizem que aconteceu uma guerra nessas terras, eles chamaram de Guerra do
Contestado. Morreu muita gente, as pessoas tropeçavam nos corpos caído no chão, crianças órfãs vagavam sem destino por essas matas. Muita gente tinha dinheiro, ouro, jóias. Para não perderem esse riqueza para os saqueadores, eles enterravam debaixo de uma árvore, para que depois que terminasse a guerra tivessem algum dinheiro para recomeçar. Muitos morreram e como suas almas não conseguiram se desapegar dos bens materiais ficavam vagando embaixo da árvore, bem em cima da cova onde estava enterrado a riqueza. E só com esse livro que o jornal da Vila tem que se consegue achar. E o jornal achou e ficou bem de vida, não precisou trabalhar nunca, por isso tem bastante tempo de cuidar da vida dos outros.






sexta-feira, 4 de maio de 2018

ERA UMA VEZ UMA VILA - HISTÓRIA 3 - ERA UMA VEZ BRINCADEIRAS INDÍGENAS



A aldeias estavam prontas: Aldeia Calico e Aldeia Sen. Os indígenas todos vestidos a caráter para a guerra que estava preste a começar.
A Aldeia Calico ficava próximo ao campo de futebol, onde tinha muita samambaia, os membros dessa tribo fizeram ocas com galhos de árvores e samambaias secas.
A Aldeia Sen ficava perto do riacho, onde tinha uma grama alta seca, as ocas eram cobertas com essa grama.
Os líderes das duas aldeias fizeram as regras da guerra: ninguém podia se machucar, as flechas teriam que ser sem pontas, não brincar com fogo, cuidar ao subir nas árvores, ter segurança para voar de cipó.
A brincadeira de guerra começou com as crianças da Vila. Era uma alegria só, mesmo aqueles que se fingiam de morto davam muita risada. Era flechada pra cá, era flechada para lá; de repente um bando de crianças vestidos de tangas, feitas pelas suas mães, voavam alegres, com os cabelos negros, loiros, brancos e ruivos, arrepiados pelo vento, gritando numa alegria só.
A Aldeia Calico estava ganhando a batalha. A aldeia Sen pediu uma trégua para redirecionar sua estratégia. E aí a coisa ficou complicada.
Um dos meninos da Aldeia Sen disse que, se quisessem ganhar, teriam que fazer uma coisa mais radical, como quebrar algumas regras. O líder disse que não, pois tinham que ganhar sendo justos, era melhor perder do que ser injusto.
Mas, quando uma criança é birrenta, é difícil controlar.
Na aldeia Calico todos estavam descansando tomando uma água fresca para terem fôlego no final da batalha. O irmãozinho do líder, de 4 anos, que não poderia participar, por causa da idade, de tanto insistir estava na brincadeira, mas seu irmão disse que ele tinha que ficar dentro da oca.
O menino birrento da Aldeia Sen resolveu levar sua ideia radical adiante. Colocou fogo numa tocha e foi escondido para a Aldeia Calico. Chegou próximo à oca da aldeia e colocou fogo na samambaia seca. A oca estava em chamas em pouco tempo. O líder se desesperou e começou a gritar: “Meu irmãozinho está lá dentro, socorro!!!”.
A irmã mais velha do líder ouviu os gritos e saiu correndo em direção à oca, entrando nela, pegou o irmão ligeiro e saiu correndo. Os dois tiveram algumas queimaduras leves, mas sobreviveram e só ficou na lembrança esse triste episódio.
Depois disso as crianças foram proibidas de brincar de índio, mas vocês sabem como são os meninos, só foi passar uns meses e eles começaram a brincar novamente, com duas novidades: com muito mais regras e com uma nova personagem: Tarzan.



quinta-feira, 26 de abril de 2018

ERA UMA VEZ UMA VILA - HISTÓRIA 2 - ERA UMA VEZ UM BEIJO


Inocente está com seus 9 anos de idade, loirinho, cheio de sardas, serelepe, e muito bobinho em certos assuntos..
Safadinho, também com 9 anos, loirinho, sem sardas, mais serelepe que Inocente e já bem espertinho para as coisas do coração.
Os dois eram grandes amigos, moravam numa pequena vila, estavam sempre juntos: na escola, nos rios, nas lamas, nas correrias, nas brincadeiras de Tarzan e de índio.
Safadinho se apaixonou pela menina mais bonita da escola e, podem ter certeza, a mais bonita da Vila, pelo menos para ele. Depois da aula ele se reunia com o Inocente e falava somente da menina mais linda, só que, apesar dele já ter se apaixonado por várias meninas, nunca beijou, e isso estava lhe afligindo muito, ele tinha que beijar a menina mais linda.
Os dois se encontravam atrás da Igreja após a missa de domingo, lógico por pouco tempo, porque os pais dos dois já chamavam para irem embora. Mas nesses encontros curtos ele tentava beijá-la e não conseguia, na hora H faltava coragem, ele pensava: “vai que eu acabe mordendo ela, e se ela não gostar, e se alguém nos vê, e se...”.
Com todo esse receio ele pediu ajuda para Inocente..
- Inocente, você tem que me ajudar, pergunte ao seu irmão mais velho como se beija? Ele já deve ter beijado muito.
Inocente concorda e vai perguntar ao seu irmão. Para tirar sarro deles. o irmão ensinou alguns passos de beijos para os dois:
1 – Você tem que começar beijando uma laranja, mas tem que ser bem romântico, tem que passar a língua na laranja;
2 – Treinar no espelho, beijando-se a si mesmo na imagem, cuide para não se apaixonar por você mesmo;
3 – Pegue um sapo ou uma rã e beije a boca dele, se for fêmea é melhor, se for macho cuide para que não se transforme em príncipe porque senão você terá que casar com ele;
4 – O quarto passo e último é mais complicado: você terá que treinar em alguém, como é difícil encontrar uma menina para treinar, tem que fazer o treino com seu amigo
Safadinho escreveu tudo num papel e começou com os primeiros passos. O primeiro foi fácil, mas como as laranjas eram muito cheirosas e apetitosas, as primeiras ele não resistiu: nas primeiras tentativas de beijo, ele descascava com os dentes mesmo e comia toda a laranja. No espelho ele se achava, como um narcisista, ele esqueceu do conselho do irmão de Inocente de não se apaixonar por ele mesmo, tanto que na sala de aula, pensando em sua imagem no espelho, tentava se beijar e fazia barulhos com a boca, os alunos e a professora ficavam olhando para ele assustados.
No terceiro passo começou a complicar: beijar um sapo? Como achar uma sapa? Mas a vontade de beijar a menina mais linda era tão grande que ele encarou esse desafio. Achou um sapo perto do ribeirão, com a ajuda de Inocente conseguiu pegar o sapo, não sabia identificar se era macho ou fêmea, e disse:
- Vai esse mesmo, hoje eu aprendo a beijar.
- Mas tem o quarto passo – disse Inocente..
Safadinho olhou para o sapo, o sapo olhou para ele e começou a coaxar. Ele levou um susto e acabou soltando o sapo, mas conseguiram pegar outro. E lá foi Safadinho, boca aberta, sapo na mão, foi se aproximando e os lábios de um se encontrou com o do outro, os dois se assustaram, ele pensou: “Que coisa gelada!”, o sapo também pensou: “Que coisa quente!”e com o susto ele soltou o sapo e o bicho fugiu rápido.
Depois de tudo isso faltava somente o 4º passo, como fazer? O melhor amigo que tinha era Inocente, mas provavelmente não queria nem saber disso. A insistência foi tão grande que Inocente disse que faria, mas só uma vez. E lá foram os dois, Safadinho fechou os olhos e começou a se aproximar dos lábios de Inocente, no pensamento dele ele dizia: “É a menina mais linda, é a menina mais linda...”. Quando os dois estavam bem perto o irmão de Inocente que assistiu a todos os passos escondido, se rolando de rir, interrompeu, dizendo que não precisava fazer isso, que ele estava pronto para beijar..


sexta-feira, 20 de abril de 2018

ERA UMA VEZ UMA VILA - HISTÓRIA 1 - ROMÂNTICOS E SONHADORES DA VILA

Era uma vez uma Vila, uma vila pequena como tantas outras num país chamado Brasil. Essa vila tinha muitas pessoas interessantes. Eu nasci nesta Vila, sou o nono filho de dez que meu pai e minha mãe tiveram em seus 40 anos de casados. E é sobre eles que escreverei primeiro. Eles eram um casal sonhador e romântico.
Eram tempos difíceis. A Vila, como todo o Brasil, estava sob um regime político ditatorial através de um governo militar. Meu pai não se conformava com as injustiças impostas por esse governo. Lutava muito para a Vila ter uma escola decente, apesar de não ter muito estudo, pois estudou somente até a segunda série primária, e sua esposa, minha mãe, estudou até a terceira série primária, mas achavam muito importante seus filhos e as outras crianças da Vila estudarem. Ele era o Presidente do grupo de pais da escola, e muitas vezes tentava fazer os pais se manifestarem juntamente com ele, pedindo melhoria na qualidade da educação, na melhoria do prédio escolar e outras melhorias para a Vila. Muitas vezes o delegado de polícia, que era compadre de meu pai, aparecia em casa para ameaçar meu pai e minha mãe, ele dizia ao meu pai que era melhor eles se acalmarem senão vinha a polícia do exército e levaria os dois, se isso acontecesse como ficaria os seus filhos? Nós, filhos, ficávamos escondidos num quarto ouvindo tudo, os mais novos, como eu, choravam com medo de perder os pais. Mas meu pai sabia que o delegado, seu compadre era gente boa e não ia seguir adiante com as ameaças.
Meu pai era também presidente da Igreja, ele e minha mãe eram muito religiosos, eram devotos da Sagrada Família, iam todos os domingos na missa e levavam seus filhos. Era muito legal ir de mãos dadas com meus pais para a missa, após a missa tinha o almoço de domingo, apesar de sermos pobres, pois meu pai era ferroviário e não ganhava lá muito bem, tinha carne, geralmente de galinha ou porco que minha mãe criava com a ajuda dos meus irmãos mais velhos, era uma festa o domingo, alguns domingos tinha até gasosa.
Mas um dia aconteceu o que todos nós temíamos: veio a polícia do exército e levou meu pai. Nós choramos muito, imploramos que não levassem nosso pai, mas não adiantou. Ele ficou preso durante um mês, minha mãe chorava muito, pois sentia a falta de seu amado e também se preocupava muito com o que poderia acontecer com ele. Foi um mês muito difícil para todos nós, mas quando meu pai voltou foi uma festa, apesar de ele estar muito magro e debilitado.
Meu pai contava para nós, após o término da ditadura militar, o que essa “polícia” fez com ele: foi amarrado num tal de pau de arara, levou choque elétrico na genitália, até urina ele teve que tomar, e o que eles queriam de meu pai? Que ele falasse quem estava por trás de reivindicações simples, como uma escola melhor, médico para atender na Vila, estradas melhores. Meu pai dizia que não tinha ninguém, porque não tinha mesmo.
Meu me contou outra história que me aterrorizou e me aterroriza até hoje: “Eu estava numa sala com mais dois presos no DOPS em São Paulo, quando chegou o chefão fardado e nos disse: ‘Estou com os filhos de vocês, três lindas crianças, o mais novo tem 1 ano e oito meses, o do meio tem 4 anos e o mais velho tem 9 anos, se vocês não abrirem a boca e não entregarem seus amigos “terroristas” vamos dar choques neles. Vamos lá onde se escondem seus amigos?’ Eu gritava e dizia a eles que não tinha nenhum amigo “terrorista”, cada vez que eu dizia eles davam choque numa criança que gritava de dores. Nós três não conseguíamos ver as crianças, mas as idades das crianças batia certinho com filhos que tínhamos. Os outros também estavam chorando muito pois também não sabiam de amigos nenhum. E o chefão fardado com um outro fardado torturavam aquelas crianças. Sempre havia três choros diferentes, até que um choro se calou, ouvimos o chefão fardado dizer: ‘Droga o de um ano e oito meses morreu’. O preso que estava ao meu lado se desesperou e começou a gritar e se debater, as mãos dele ficaram ensanguentadas, pois estava amarradas bem firme, os dois fardados começarem a bater nele com um porrete até que ele se calou, também havia morrido igual a seu filho. Eu e outro preso chorávamos baixinho e pedíamos misericórdia pelos nosso filhos. O chefão fardado voltava a dizer: ‘Querem misericórdia então abram a boca. Se não abrirem a boca o choque agora vai ser no saco de seus filhos e no pintinho deles.’ Nós novamente dissemos que não sabíamos de nada. E eles deram os choques novamente e as outras duas crianças também morreram. Eu fiquei me remoendo de culpa por meu filho ter morrido porque eu poderia ter mentido e entregue qualquer um dos meus amigos, mas não tive coragem. Só quando voltei que vi que não era meu filho que havia morrido, ao mesmo tempo me senti alegre e aliviado por meus filhos estarem ali vivos e com saúde, mas também fiquei e fico às vezes desesperado por saber quem eram aquelas crianças, três pais e três mães ficaram sem filhos.”
Meu pai contou essas e muitas outras histórias terríveis.Eles acabarem liberando meu pai porque se convenceram que realmente meu pai era um sonhador isolado que não ia conseguir muita coisa.
Meu pai mudou um pouco, mas continuou firme em suas reivindicações, algumas coisas ele conseguiu: foi construído um novo prédio escolar de madeira, um posto de saúde com médico uma vez por semana.
Meu pai era um contador de histórias e nos contava muitas histórias, uma que achei interessante e que me deixava com medo era essa: “Ele disse que foi pescar, até aí tudo bem, era feriado, não estava trabalhando, mas era sexta-feira santa, e esse dia tinha que ser respeitado, não podia gritar, não se ouvia rádio, se comia pouco, era um dia de reflexão e luto, pois nesse dia se lembrava da morte de Jesus Cristo. Mas meu pai, apesar dos protestos de minha mãe foi pescar. Quando terminou de pescar já estava escuro. Voltando para casa, no meio do caminho alguma coisa pegou na sua canela. Ele tentava andar e não conseguia, uma mão segurava e puxava sua perna. Ele perguntou que o estava segurando, uma voz disse que queria saber o que ele estava fazendo. Meu pai disse que tinha ido pescar e que estava voltando para casa. A voz meio cavernosa, disse que ele estava abusando de um dia tão importante e por isso teria que ir com ele. Meu pai implorava, mas nada adiantava pois a mão que segurava sua perna era forte e estava o puxando para dentro de um buraco. Ele começou a implorar e pedir misericórdia para Deus. Quando estava com a metade das pernas no buraco, ele conseguiu dar um coice na cara da coisa e se virando para o buraco viu a cara da coisa e se arrepiou todo de medo, porque era muito amedrontador. Mas essa coisa hipnotizava as pessoas e meu pai ficou olhando fixo para a cara da coisa, mesmo sendo aterrorizante olhar e a coisa dizia: ‘Venha para o buraco comigo’. Mas meu pai conseguiu acordar e antes da coisa o pegar novamente se levantou e saiu correndo, chegou em casa todo arrepiado fechando todas as portas e janelas.” Depois desse dia nunca mais meu pai brincou com o dia da Paixão de Cristo.
Meu pai e minha mãe foram muito felizes nesta Vila, tiveram uma família numerosa, contribuíram com o crescimento das pessoas desta Vila, e em 1985 tiveram uma das suas grandes alegrias: o fim da ditadura militar, onde participaram ativamente do movimento das “diretas já” que acabou com 20 anos de ditadura, e quando eles votaram pela primeira vez para presidente ficaram tão alegres que tiraram até uma foto, apesar de terem sido enganados pelo “Caçador de Marajá” Fernando Collor de Melo.


domingo, 6 de agosto de 2017

É OBRIGADO MEU FILHO OU FILHA IR À MISSA NAS FÉRIAS?

Duas semanas atrás recebi um telefonema no meu local de trabalho onde uma mãe de catequizanda me fez a pergunta acima. O diálogo foi assim:
- Alô!
- Oi, é o Célio, Coordenador da Catequese?
- Sim.
- Eu sou a mãe de uma catequizanda e gostaria de saber se é obrigado a minha filha ir a missa durante as férias?
Nesse momento eu fiquei em silêncio sem saber o que falar e ela me pergunta:
- Oi, você está aí?
- Sim, só estou tentando assimilar o seu questionamento – e perguntei a ela – Por que você está fazendo essa pergunta?
- Porque o padre e a coordenadora da catequese aqui da Paróquia estão obrigando as crianças a irem nas missas durante as férias.
Respondi a ela:
- Se você tem fé e acredita na Igreja nunca me faria essa pergunta, pois eu, como cristão, eu participo toda semana da Santa Missa com alegria.
Ela ainda insistiu para que eu dissesse que o padre e a coordenadora estivessem errada, eu tive que dizer a ela que os dois estavam certos e que teria que desligar, pois precisava dar aula.
Esse diálogo me deixou perplexo e triste, perplexo porque um cristão católico precisa conhecer melhor a sua fé, se percebe que a fé de muitos católicos é superficial ou uma fé baseada numa tradição familiar: “a minha vó, meu vô, minha mãe, meu pai, eu fizemos a Primeira Comunhão e meus filhos precisam fazer também se não alguma coisa de má pode acontecer a eles”.. Triste porque fazer uma pergunta dessas a um catequista é dizer “o que vocês estão fazendo aí? A minha fé é pequena e vocês não estão me ajudando”.
Eu devo ir à missa sempre porque eu sou cristão católico. A missa é o ponto alto da minha fé, sem participar dela minha vida é vazia, é chata, sem sentido. Como diz a catequista Ercília de Paulo Frontim “Cristo não tira férias, trabalha dia e noite por nós.” Então não custa nada tirarmos uma horinha da minha semana para participar com alegria da Santa Missa.
O cristão católico guarda o domingo para louvar e adorar ao Senhor porque é o dia da Ressurreição de Jesus Cristo, nosso Salvador. O domingo é dia de curtir a família, um passeio com os filhos, mas temos que lembrar que Jesus faz parte de nossa família, Ele é um membro ativo que sempre está ao nosso lado quando mais precisamos. Então o domingo também é dia de curtir e adorar o nosso Deus, esse Deus maravilhoso que sempre está pronto a nos perdoar, a nos amar, como diz o Papa Francisco. E devemos reservar um tempo para participarmos da Santa Missa, inclusive nas férias.
Vou terminar com uma citação do Pe. Cido de Joinvile, SC que também foi questionado sobre ir à missa toda semana:
“... certamente você já deve ter experimentado aquela sensação de que a missa não muda. É tudo igual, tudo repetitivo, etc. Lembre-se, porém, que sua família não muda e você a ama; sua escola é a mesma, e você a frequenta; seus amigos são os mesmos e você não se enjoa deles. Você vai ouvir também de muita gente que ir à missa só vale quando a gente tem vontade. Eu também acho. Mas também acho que devemos educar a nossa vontade para querer coisas boas que nos fazem crescer, que nos fazem felizes.”